A
história de Garanhuns teve inicio na primeira metade
do século XVII, sendo contemporânea às
guerrilhas dos escravos fugidos para o Quilombo dos Palmares,
dando inicio a organização de uma série
de fazendas e sítios.
Em 1700 foi instalada a Capitania do Ararobá e a Freguesia
de Santo Antônio do Ararobá, tendo como sede
o território da fazenda do Garcia, depois Sítio
Tapera, sede da capitania - e hoje cidade de Garanhuns -,
que foi adquirida através de compra pelo Tenente-coronel
Manoel Ferreira de Azevedo, esposo da senhora Simoa Gomes,
neta do sertanista Domingos Jorge Velho, que derrotou Zumbi
na guerra dos Palmares.
Em 1756, já viúva, Simoa Gomes ratificou, através
de escritura pública a doação de uma
quadra das terras desmembrada do Sítio do Garcia, em
benefício da Confraria das Almas, existente na matriz
da Freguesia de Santo Antônio de Garanhuns, então
Ararobá. Anos mais tarde, por volta de 1762, o povoado
de Ararobá passou a se chamar “Povoação
de Santo Antônio de Garanhuns”, esta passou a
categoria de Município, por Carta Régia, de
10 de março de 1811, instalado em 13 de dezembro de
1813, passando então a se chamar Vila de Santo Antônio
de Garanhuns.
Em 1878, em visita a Vila de Garanhuns, o deputado Provincial
Silvino Guilherme de Barros - o Barão de Nazaré
-, ficou encantado com as suas potencialidades, que ao retornar
a cidade do Recife apresentou na Assembléia Provincial,
um Projeto de Lei, elevando a Vila à categoria de cidade.
Em 4 de fevereiro de 1879 foi sancionada a Lei nº 1309,
elevando a Vila de Garanhuns a categoria de cidade.
A partir de então, a jovem cidade foi se destacando
na agropecuária, com as culturas de hortaliças,
algodão, café, mamona e a pecuária leiteira
e de corte; e no comércio, segmentos que foram fortalecidos
com a inauguração da Estação Ferroviária,
em 28 de setembro de 1887. Décadas depois, a estação
foi transformada em um Centro Cultural, pelo então
prefeito Luiz Souto Dourado.
O primeiro governo autônomo de Garanhuns só veio
se instalar em 1892, sendo eleito como primeiro prefeito do
Município, o Major Antônio da Silva Souto. O
século XX foi marcado por períodos de profundas
crises, como em 1917, ano da histórica “Hecatombe
de Garanhuns”; além disso, a cidade viveu os
tempos em que a democracia foi corrompida pelo Estado Novo
de Getúlio Vargas. No entanto, o século também
foi marcado por avanços significativos, sobretudo na
educação, na política, na produção
agropecuária, no comércio, no turismo, na prestação
de serviços e no segmento de infra-estrutura, consolidando
Garanhuns, como uma das mais importantes cidades de Pernambuco.
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